Eu sonho em ver a geração das minhas filhas não tendo mais que conviver com o HPV e o fantasma do câncer de colo do útero. Infelizmente as taxas de vacinação das meninas e meninos no Brasil (e no mundo) é baixíssima. E só para lembrar que devemos vacinar nossas crianças já valeria esse post.
Mas eu estou aqui para lembrar que a vacina também tem eficácia comprovada em mulheres além da faixa dos 14 anos. Os primeiros estudos conduzidos mostraram eficácia para prevenir as lesões causadas pelo HPV em mulheres até 26 anos. Estudos se estenderam para mulheres até 45 anos, sendo essa cobertura já aprovada pelo CDC americano e a ANVISA.
Outro estudo mostrou que mulheres que já tinham tido contato com o vírus quando vacinadas e comparadas com aquelas também com sorologia positiva, porém não vacinadas, apresentaram uma proteção de cerca de 90% contra lesões causadas pelo HPV.
E, ao meu ver, um dos estudos mais relevantes da vacina foi o que mostrou uma redução de risco de 81% para pacientes vacinadas que tiveram lesões de alto grau de colo (NIC 2 ou mais) quanto à recidiva dessas lesões em relação às não vacinadas.
Minha visão, frente a essas evidências é… Se você tem filhos, vacine seus adolescentes. Se você nunca teve o vírus HPV em seus exames, mas já passou da faixa etária preconizada, se vacine também. Se você já teve o HPV detectado ou já teve lesões de alto grau de colo… vale a pena se vacinar.
Fontes:
Safety, Immunogenicity, and Efficacy of Gardasil (V501 (Human Papilloma Virus [Types 6, 11, 16, 18] Recombinant Vaccine) in Mid-Adult Women – The FUTURE III (Females United to Unilaterally Reduce Endo/Ectocervical Cancer) Study
Prophylactic Efficacy of a Quadrivalent Human Papillomavirus (HPV) Vaccine in Women with Virological Evidence of HPV Infection.
SPERANZA project: HPV vaccination after treatment for CIN2


